Stephen King, indiscutivelmente o mestre do terror contemporâneo, nos presenteou em 1983 com uma de suas obras mais inquietantes: "O Cemitério" (Pet Sematary). O romance se destaca no catálogo de King por sua habilidade única de explorar o luto, a perda e as consequências de alterar o curso natural da vida e da morte.
Neste artigo, desenterremos os temas sombrios que fazem "O Cemitério" uma leitura essencial para os fãs do gênero. Boa leitura!
Stephen King é uma figura icônica no mundo da literatura, amplamente conhecido como o "Rei do Terror". Nascido em 1947 em Portland, Maine, King escreveu mais de 70 romances e cerca de 200 contos, muitos dos quais foram adaptados para filmes, séries de televisão e quadrinhos. Sua obra é caracterizada por elementos sobrenaturais, comentários sociais afiados e explorações profundas da condição humana.
King começou a escrever na juventude e alcançou seu primeiro grande sucesso com o lançamento de "Carrie, A Estranha" em 1974. Desde então, ele mantém uma produtividade impressionante, com obras que variam de terror e fantasia a ficção científica e suspense. Alguns de seus livros mais conhecidos, além de "O Cemitério", incluem "O Iluminado", "A Dança da Morte", "It: A Coisa" e a série "A Torre Negra".
Além de seu talento para o horror, King é louvado por sua habilidade em criar personagens ricos e cenários detalhados que capturam a imaginação dos leitores. Ele é o laureado com inúmeros prêmios, incluindo o Medalhão de Contribuição Distinguida da National Book Foundation, o Grand Master Award da Mystery Writers of America e o Bram Stoker Awards.
King continua a escrever e publicar, permanecendo uma força dominante na cultura popular. Seu compromisso com a escrita diária, a paixão por contar histórias e a capacidade de conectar-se com os medos e esperanças mais profundos de seus leitores fazem dele um autor cujo legado perdurará por gerações.
A trama segue Louis Creed, um médico que se muda com sua família para uma idílica cidadezinha no Maine. A paz pastoral é rapidamente interrompida pela descoberta de um cemitério de animais de estimação nas proximidades da nova casa dos Creed. Este local peculiar, construído sobre um antigo terreno indígena, guarda um segredo sombrio: os animais aqui enterrados retornam à vida, mas não como antes. King usa essa premissa para nos confrontar com uma pergunta perturbadora: até onde você iria para trazer de volta aquele que você ama?
O livro é uma meditação sobre o luto. King não recua em descrever a dor dilacerante que acompanha a perda de um familiar. Através dos olhos de Louis Creed, somos forçados a encarar o inimaginável e testemunhar as consequências devastadoras que vêm ao tentar subverter a morte. O realismo com que King retrata o sofrimento de Louis acrescenta uma camada de horror psicológico que persiste muito após fechar o livro.
"O Cemitério" também é uma história sobre limites. Há o limite tênue entre a vida e a morte, o natural e o sobrenatural, e até mesmo entre o amor e a obsessão. King guia habilmente os leitores por uma jornada que questiona a moralidade das escolhas dos personagens. O desejo de Creed de preservar sua família a qualquer custo o leva a um caminho escuro e tortuoso que desafia as leis da natureza, e King não nos poupa dos detalhes macabros que seguem.
A ambientação é um personagem em si, com o cenário do Maine fornecendo o pano de fundo perfeito para a história. A paisagem, com suas florestas densas e neblinas persistentes, complementa o crescente senso de desespero.
King, um nativo do Maine, descreve a região com uma autenticidade que só alguém com uma conexão pessoal poderia capturar.
Em suma, "O Cemitério" é Stephen King no seu melhor. É um conto que não apenas assusta, mas também faz refletir, deixando os leitores a questionar as próprias crenças sobre a vida após a morte e as maneiras pelas quais lidamos com a perda. Este é um livro para aqueles que estão dispostos a enfrentar o abismo e encontrar o que olha de volta. E, como King nos avisa, às vezes é melhor deixar os mortos em paz.
O que resta quando tudo o que conhecíamos se foi? E o que vale a pena lutar quando a esperança parece perdida?
"Passagem" é o segundo livro da série "Corpos Amarelos" e narra a história de dois amigos inseparáveis, que vivem sozinhos desde o início do caos. Eles sempre moraram em enormes prédios abandonados na última área de segurança, localizado no antigo bairro Santo Antônio.
Com o aumento da incidência dos corpos amarelos na região, decidem partir para uma jornada sem destino, em busca de um lugar mais tranquilo. O que eles não esperam é que fora da cidade, os não-vivos seriam ainda mais mortais, obrigando-os a colocar em prática todo o instinto de sobrevivência.
O que seria apenas uma mudança de endereço, provou ser o maior desafio dos amigos, que já não tem mais garantida a sobrevivência. André e Edgard também enfrentam demônios internos e a dura realidade de um mundo despedaçado.
"Passagem" está disponível em formato digital e você pode comprá-lo aqui, R$ 0,00 (para assinantes Kindle Unlimited) / R$ 7,90 (para comprar) (os valores podem alterar sem aviso). É uma publicação independente do autor Juliano Loureiro.
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Livros da série Corpos Amarelos
O Voo da Mosca (2025)
Olhos Mágicos (2024)
Passagem (2023)
Terraço (2023)
Os Corpos Amarelos são criaturas infectadas que um dia foram saudáveis humanos. Apresentando pele amarelada e ressecada, frequentemente exibindo vísceras e órgãos internos expostos, sua aparência pútrida oculta as inúmeras limitações desses seres, que podem adotar comportamentos variados.
Embora o número exato de variantes dos Corpos Amarelos seja desconhecido, fica claro que eles passaram por diversas mutações. Desde os inativos, lembrando um eterno estado de coma, até os "quase-comuns", seres que exibem certo grau de cognição.
A disseminação da infecção permanece envolta em mistério, seja através da inalação de um pó amarelo ainda não identificado, ou do contato direto entre o corpo pútrido e um ser humano saudável.
Numa manhã de sábado, uma densa névoa de poeira varreu os céus de Belo Horizonte, trazendo consigo um agente microscópico que selaria o destino da humanidade.
Em questão de instantes, milhares de pessoas foram infectadas, dando início a uma batalha desesperada pela sobrevivência contra os poucos que ainda não haviam sido afetados.
Tudo se desenrolou num piscar de olhos. Um dia ensolarado, acompanhado por uma brisa fresca no inverno da cidade, parecia perfeitamente comum. Mas o que se seguiu transformou essa tranquilidade em um pesadelo sem precedentes.
Cadáveres jaziam espalhados pelas ruas, enquanto os sobreviventes corriam em desespero em todas as direções. Hospitais sobrecarregados lutavam para lidar com a crise, supermercados eram saqueados e atos horrendos eram perpetrados em plena luz do dia.
O mistério pairava no ar, sem que ninguém soubesse a verdade. Teorias brotavam, alimentadas pela imaginação dos radialistas. Em questão de horas, serviços essenciais, como energia e comunicação, começaram a demonstrar sinais de instabilidade.
Pouco a pouco, os corpos amarelos passaram a dominar a cidade, enquanto os poucos sobreviventes humanos lutavam para decifrar a situação terrível que se desenrolava e buscavam desesperadamente uma saída.
"O Voo da Mosca" está disponível para e-book (Amazon Kindle) e também na versão impressa (Clube de Autores). Clique no botão abaixo correspondente à versão desejada.
Gabriel Caetano
"É sempre legal ver obras que quebram a mesmice e provam que podem sair da fórmula padrão. E é isso que esse conto me mostrou, pois em vez de focar só no apocalipse e nos zumbis, se aprofunda mais na psiquê humana e sobre o estado psicológico do protagonista enquanto enfrenta o caos, coisa que não acontece nas grandes mídias, onde os protagonistas geralmente aceitam a nova realidade em questão de poucos dias".
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Aelita Lear
"O que resta da humanidade? Com esse questionamento, somos colocados em um universo distópico rodeado por corpos amarelos e poucos humanos que lutam pela sobrevivência. Neste livro, somos levados e quase que obrigados a sentir as mesmas emoções do personagem principal, que luta contra zumbis amarelos de diferentes contaminações até chegar no Terraço, numa jornada eletrizante e viciante. Terraço é aquele tipo de livro que podemos ler de uma vez só, de tão envolvente e viciante, principalmente quando terminam os capítulos"
Avaliação publicada no Skoob
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