Quando pensamos em um apocalipse zumbi, a primeira imagem que surge é de caos, destruição e isolamento total. Internet? Fora de cogitação. Celulares? Sem sinal. Televisão? Sem energia.
Então, como manter contato com o mundo, descobrir onde estão os sobreviventes e compartilhar informações valiosas sobre os ataques de zumbis? É aí que entra o rádio, uma ferramenta subestimada, mas essencial para a sobrevivência em um cenário apocalíptico.
Entenda, neste texto, como o rádio é essencial para a sobrevivência em um apocalipse zumbi.
O rádio, especialmente os modelos a manivela ou movidos a energia solar, são capazes de funcionar em ambientes extremos onde eletricidade ou redes digitais são inexistentes. Ele é, basicamente, o último elo de comunicação quando tudo falha. Imagine as seguintes situações:
Durante o apocalipse zumbi, o rádio pode ser a única forma de receber informações sobre a localização dos surtos zumbis, áreas de refúgio seguras, previsões climáticas e até a movimentação de outros grupos de sobreviventes.
Grupos de sobreviventes podem usar rádios para coordenar suas ações, pedir ajuda e avisar reciprocamente sobre perigos iminentes. A comunicação em distâncias mais longas, utilizando rádios de onda curta (como os rádios amadores ou walkie-talkies mais potentes), pode manter o convívio social mesmo quando não é seguro sair ao ar livre.
Ouvir uma voz humana em meio ao caos pode ser reconfortante. As transmissões de rádio podem fornecer atualizações sobre esforços de combate aos zumbis, localização de suprimentos e até mensagens motivacionais para manter o moral alto.
Agora que já entendemos sua importância, vamos falar sobre algumas dicas práticas de como usar o rádio para garantir sua sobrevivência e facilitar o convívio social à distância:
Prefira modelos que possam ser carregados manualmente ou que funcionem com energia solar. Rádios tradicionais, como os de pilha, podem te deixar na mão se as baterias acabarem e não houver onde recarregar.
Além disso, leve em consideração rádios que tenham acesso tanto a ondas curtas (SW) quanto a ondas AM/FM. Isso amplia a gama de estações que você pode sintonizar, tanto locais quanto distantes.
Em um apocalipse zumbi, muitas transmissões de emergência acontecem em frequências predeterminadas. Antes que tudo colapse, procure saber quais são as frequências de defesa civil, forças armadas e de grupos de sobreviventes. Ter isso em mente pode ser a diferença entre encontrar um refúgio ou cair numa zona infestada.
Se você tiver um rádio de duas vias (como um walkie-talkie), é importante usar os canais de comunicação de forma estratégica. Evite transmitir a todo momento para não gastar bateria e não chamar atenção indesejada (zumbis podem se mover pelo som e, pior ainda, outros sobreviventes podem estar dispostos a roubar seus suprimentos).
Estabeleça horários fixos para transmissões e combine previamente códigos ou mensagens curtas para comunicação rápida.
O rádio pode facilitar a criação de uma “rede” entre sobreviventes que estão distantes uns dos outros. Essas comunidades podem se organizar em torno de transmissões regulares.
Por exemplo, todo dia às 17h, um grupo de sobreviventes pode se reunir via rádio para compartilhar informações sobre fontes de água, movimentações zumbis ou dicas de sobrevivência. Isso cria uma sensação de pertencimento e mantém o espírito de colaboração mesmo em isolamento.
Enquanto o rádio é uma ferramenta fantástica de comunicação, também pode ser uma faca de dois gumes. Se você transmitir a localização exata ou detalhes específicos, pode acabar atraindo tanto zumbis quanto humanos hostis. Mantenha a discrição, principalmente ao compartilhar sua posição. Sempre use coordenadas aproximadas e combine pontos de encontro longe do seu esconderijo principal.
Quando falamos de apocalipse zumbi, não podemos esquecer o impacto psicológico do isolamento. Estar sozinho por muito tempo pode ser tão perigoso quanto enfrentar uma horda de mortos-vivos.
Aqui é onde o rádio desempenha um papel fundamental no convívio social:
Em um apocalipse zumbi, o rádio é muito mais do que uma ferramenta de comunicação – ele é a linha que mantém as pessoas conectadas ao mundo, à esperança e à sobrevivência.
Desde informações essenciais até o convívio social à distância, essa tecnologia tão simples se torna uma verdadeira bênção quando tudo mais entra em colapso. Portanto, se você está montando seu kit de sobrevivência zumbi, não subestime o poder do rádio – ele pode ser a sua última ligação com a vida!
Em "Olhos Mágicos", o terceiro livro do universo pós-apocalíptico "Corpos Amarelos", somos transportados para o início da terrível Peste Dourada através dos olhares de Oliver e Rebeca, dois vizinhos que testemunham o caos desdobrar-se bem diante de seus olhos. Morando no mesmo andar, um de frente para o outro, cada um enfrenta a ameaça crescente de uma maneira única, compartilhando a angústia e o medo que se espalham tão rapidamente quanto a própria doença.
Por meio de uma narrativa que alterna entre os pontos de vista de Oliver e Rebeca, capítulo a capítulo, "Olhos Mágicos" nos oferece um vislumbre íntimo de suas vidas cotidianas, agora interrompidas pelo surgimento dos corpos amarelos. Utilizando-se dos olhos mágicos de suas portas, eles observam, impotentes, a transformação de seus vizinhos e o mundo exterior se desfazendo em caos.
Confinados, mas não derrotados, Oliver e Rebeca formam uma amizade forjada na adversidade. Juntos, enfrentam o dilema de permanecer em segurança nos limites de seus apartamentos ou arriscar tudo ao sair para enfrentar o desconhecido. "Olhos Mágicos" é uma história de sobrevivência, amizade e coragem diante de um mundo transformado, onde a esperança reside nos momentos de humanidade compartilhados atrás de portas fechadas.
Acompanhe Oliver e Rebeca em sua jornada emocionante, enquanto eles decidem se a vida além de suas portas vale o risco de enfrentar os corpos amarelos.
"Olhos Mágicos" está disponível em formato digital e você pode comprá-lo aqui, R$ 0,00 (para assinantes Kindle Unlimited) / R$ 7,90 (para comprar) (os valores podem alterar sem aviso). É uma publicação independente do autor Juliano Loureiro.
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Livros da série Corpos Amarelos
O Voo da Mosca (2025)
Olhos Mágicos (2024)
Passagem (2023)
Terraço (2023)
Os Corpos Amarelos são criaturas infectadas que um dia foram saudáveis humanos. Apresentando pele amarelada e ressecada, frequentemente exibindo vísceras e órgãos internos expostos, sua aparência pútrida oculta as inúmeras limitações desses seres, que podem adotar comportamentos variados.
Embora o número exato de variantes dos Corpos Amarelos seja desconhecido, fica claro que eles passaram por diversas mutações. Desde os inativos, lembrando um eterno estado de coma, até os "quase-comuns", seres que exibem certo grau de cognição.
A disseminação da infecção permanece envolta em mistério, seja através da inalação de um pó amarelo ainda não identificado, ou do contato direto entre o corpo pútrido e um ser humano saudável.
Numa manhã de sábado, uma densa névoa de poeira varreu os céus de Belo Horizonte, trazendo consigo um agente microscópico que selaria o destino da humanidade.
Em questão de instantes, milhares de pessoas foram infectadas, dando início a uma batalha desesperada pela sobrevivência contra os poucos que ainda não haviam sido afetados.
Tudo se desenrolou num piscar de olhos. Um dia ensolarado, acompanhado por uma brisa fresca no inverno da cidade, parecia perfeitamente comum. Mas o que se seguiu transformou essa tranquilidade em um pesadelo sem precedentes.
Cadáveres jaziam espalhados pelas ruas, enquanto os sobreviventes corriam em desespero em todas as direções. Hospitais sobrecarregados lutavam para lidar com a crise, supermercados eram saqueados e atos horrendos eram perpetrados em plena luz do dia.
O mistério pairava no ar, sem que ninguém soubesse a verdade. Teorias brotavam, alimentadas pela imaginação dos radialistas. Em questão de horas, serviços essenciais, como energia e comunicação, começaram a demonstrar sinais de instabilidade.
Pouco a pouco, os corpos amarelos passaram a dominar a cidade, enquanto os poucos sobreviventes humanos lutavam para decifrar a situação terrível que se desenrolava e buscavam desesperadamente uma saída.
"O Voo da Mosca" está disponível para e-book (Amazon Kindle) e também na versão impressa (Clube de Autores). Clique no botão abaixo correspondente à versão desejada.
Gabriel Caetano
"É sempre legal ver obras que quebram a mesmice e provam que podem sair da fórmula padrão. E é isso que esse conto me mostrou, pois em vez de focar só no apocalipse e nos zumbis, se aprofunda mais na psiquê humana e sobre o estado psicológico do protagonista enquanto enfrenta o caos, coisa que não acontece nas grandes mídias, onde os protagonistas geralmente aceitam a nova realidade em questão de poucos dias".
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Aelita Lear
"O que resta da humanidade? Com esse questionamento, somos colocados em um universo distópico rodeado por corpos amarelos e poucos humanos que lutam pela sobrevivência. Neste livro, somos levados e quase que obrigados a sentir as mesmas emoções do personagem principal, que luta contra zumbis amarelos de diferentes contaminações até chegar no Terraço, numa jornada eletrizante e viciante. Terraço é aquele tipo de livro que podemos ler de uma vez só, de tão envolvente e viciante, principalmente quando terminam os capítulos"
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